RECONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA

  • Sergio Baptista dos Santos Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (FAETEC)

Resumo

As lutas por reconhecimento, diferentemente das lutas por redistribuição, não
têm como orientação normativa, em primeiro plano, a eliminação das desigualdades
econômicas, mas o combate ao preconceito e a discriminação de
determinados grupos e indivíduos constituindo-se numa forma de opressão. O
objetivo deste artigo é discutir os motivos pelos quais para a filósofa americana
Nancy Fraser (1947) o reconhecimento concebido como autorrealização das
identidades de indivíduos ou grupos tende a inviabilizar a construção de um
paradigma de justiça que englobe, simultaneamente, reconhecimento e redistribuição.
E demonstrar como essa autora elabora um modelo de reconhecimento, sem estar baseado na autorrealização identitária, que ela acredita ser possível
promover a conciliação entre as lutas por reconhecimento com as lutas por a
redistribuição.

Publicado
Mai 9, 2020
##submission.howToCite##
DOS SANTOS, Sergio Baptista. RECONHECIMENTO: UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA. Entropia, [S.l.], v. 4, n. 07, p. 05/31, maio 2020. ISSN 2526-2793. Disponível em: <http://entropia.slg.br/index.php/entropia/article/view/150>. Acesso em: 06 ago. 2020.