A NEGOCIAÇÃO COLETIVA DOS BANCÁRIOS EM 2018

MOBILIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DE UMA CATEGORIA FRENTE À REFORMA TRABALHISTA

  • Vívian Machado Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE)

Resumo

O ano de 2018 foi histórico para a negociação coletiva dos bancários do país.
Foi a primeira negociação realizada depois da aprovação da Reforma Trabalhista
pelo Congresso Nacional, ocorrida em julho de 2017, por meio da Lei nº
13.467/2017. Um período de grande apreensão por parte dos dirigentes sindicais
bancários de todo o Brasil. Após estudos sobre os possíveis impactos que a reforma
traria à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, todo o calendário
de conferências regionais e mesas de negociação foi antecipado, no intuito
de proteger o acordo anterior e que ele não perdesse sua validade antes da assinatura
do novo acordo, pois a Reforma trouxe o fim da ultratividade dos acordos.
Apesar de toda uma conjuntura adversa, os bancários conseguiram fechar uma
nova CCT sem que seus direitos fossem perdidos, além de construírem um novo
conjunto de instrumentos jurídicos que asseguraram os bancários por dois anos.
Diante disso, esse trabalho tem a finalidade de fazer um registro do histórico da
luta dos bancários e, em especial, dessa negociação, até então, inédita no país.

Publicado
Mai 9, 2020
##submission.howToCite##
MACHADO, Vívian. A NEGOCIAÇÃO COLETIVA DOS BANCÁRIOS EM 2018. Entropia, [S.l.], v. 4, n. 07, p. 73/101, maio 2020. ISSN 2526-2793. Disponível em: <http://entropia.slg.br/index.php/entropia/article/view/153>. Acesso em: 05 jul. 2020.