O ESTUPRO DAS MULHERES YAZIDIS COMO ARMA DE GUERRA DO ESTADO ISLÂMICO

  • Carolina Pereira Acypreste UNIMONTES

Resumo

Este artigo buscou entender a utilização do estupro como arma de guerra, mais especificamente no contexto da guerra travada pelo Estado Islâmico do Iraque a da Síria, no período de 2014 a 2017. Várias formas de violências, sobretudo aquela praticada por meio da conjunção carnal com mulheres, sem o seu consentimento, foram e continuam sendo praticadas contra as mulheres e meninas da minoria étnico-religiosa Yazidi. A pesquisa procurou desenvolver as análises a partir da teoria da violência de gênero, uma vez que se trata de um trabalho que busca entender os significados que constituem a dominação do homem sobre o corpo feminino e a multiplicação deste em contexto de guerra. Foram utilizadas como fontes notícias online dos jornais The Independent e The Guardian e os relatórios das ONGs Amnesty International, Human Rights Watch e a Global Justice Center. Entendemos que o estupro neste caso, é utilizado como estratégia de extermínio e, ao mesmo tempo, funciona como uma forma de propaganda para atrair combatentes e seguidores.   

Publicado
Set 30, 2020
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ACYPRESTE, Carolina Pereira. O ESTUPRO DAS MULHERES YAZIDIS COMO ARMA DE GUERRA DO ESTADO ISLÂMICO. Entropia, [S.l.], v. 4, n. 8, p. 144-163, set. 2020. ISSN 2526-2793. Disponível em: <http://entropia.slg.br/index.php/entropia/article/view/181>. Acesso em: 24 nov. 2020.