A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO E AS TRAJETÓRIAS DAS MULHERES NA ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL

  • Luisa Pereira Manske Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR)
  • Maria Sara de Lima Dias Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR)
##plugins.pubIds.doi.readerDisplayName## http://dx.doi.org/10.52765/entropia.v5i10.238

Resumo

Nos estudos sociais acerca das engenharias, é de importância considerar   o processo de entrada das mulheres nesta área historicamente masculinizada. Na Engenharia Civil, um dos cursos mais antigos da profissão no Brasil, a pre- sença feminina é crescente. Porém,  a despeito dos números, a profissão ainda  é marcada pela divisão sexual do trabalho principalmente no que diz respeito   à atuação em canteiros de obras. Este artigo objetiva refletir sobre o percurso histórico traçado pelas mulheres brasileiras no campo educacional e profissional das engenharias, focalizando as dinâmicas do mundo do trabalho atual e seus efeitos sobre as engenheiras civis. Ao analisar a bibliografia, é possível observar o quanto as trajetórias não são lineares e compreendem contextos e perfis dife- rentes ao longo do tempo. Não obstante diversos avanços em relação às pionei- ras no início do século XX, as engenheiras brasileiras ainda enfrentam diversas dificuldades associadas à construção social dos papéis de gênero na sociedade e da divisão sexual do trabalho. Fatores que se mantêm presentes na profissão, assumindo formas diferentes de preconceito com o passar dos anos. Salienta-se a importância e relevância dos estudos sobre o trabalho das engenheiras, posto que é fundamental nas engenharias o desenvolvimento de espaços profissionais que possam proporcionar mais igualdade entre os gêneros.

Publicado
Jul 13, 2021
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MANSKE, Luisa Pereira; DIAS, Maria Sara de Lima. A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO E AS TRAJETÓRIAS DAS MULHERES NA ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL. Entropia, [S.l.], v. 5, n. 10, p. 60-75, jul. 2021. ISSN 2526-2793. Disponível em: <http://entropia.slg.br/index.php/entropia/article/view/238>. Acesso em: 17 set. 2021. doi: http://dx.doi.org/10.52765/entropia.v5i10.238.